24.03.2008
A ética do paraserzen
Com dois textos de Eihei Dogen, Contemplando as florescências do pessegueiro e percebendo o caminho e A natureza em-si-mesma da água; com um trecho de Thich Nhat Hanh, Nos ramos do salgueiro de um bodhisattva; e uma passagem do livro Tariki de Hiroyuki Itsuki, Em busca da nascente do rio Ganges – o paraserzen nascia há dois anos. Hoje, 700 postagens depois, sorrio diante da ansiedade em publicar logo quatro textos num só dia, e de começar pelo meu livro de cabeceira!
A intenção está no subtítulo do blog -- a de compartilhar tudo o que, no caminho que trilho, ajuda a encontrar paz e felicidade. O que venho chamando de prática espiritual. O blog não existe por minha vaidade ou para provar meu ponto de vista — se assim fora, ele deixaria de existir --, embora cada vez que publico uma postagem, isso seja sim um recorte da realidade sob o meu ponto de vista. Mas só posso compartilhar o caminho que conheço, com sinceridade e honestidade.
O que "peço ao Buda” todos os dias, antes de escrever e publicar uma postagem, é que as palavras que divulgo nas ondas livres da web possam ajudar o maior número de pessoas — para isso esse blog existe. Ele existe para os leitores, e existe porque há leitores – você.
Gostaria de agradecer os comentários, críticas, sugestões, dúvidas – às quais procuro responder sempre publicamente, neste blog, através das postagens, e citando os mestres, com suas palavras verdadeiramente valorosas. Para isto existe este blog: para citar os mestres, e isso é importante, isso é verdadeiro, isso é profundo. Eu sou só um iniciante, marinheiro de primeira viagem, que nada sei. Sem falsa modéstia ou pudor. Por isso eu cito e compartilho — os mestres, e não a minha pobre experiência. Se ainda se lembram da postagem O dedo que aponta para a Lua, eu não sou nem o dedo que aponta para a lua – sou o dedo que aponta para o dedo que aponta para a lua. E o eu não é.
Agradeço os estímulos e a companhia neste espaço.
Gostaria ainda de esclarecer que recomendo os cursos que eu mesmo já tomei, ou as escolas e associações que conheço pessoalmente – mas jamais ganhei qualquer curso como gratuidade, nem tenho qualquer vínculo com nenhuma delas. O mesmo se aplica aos livros e às editoras que divulgo – nunca ganhei qualquer livro comentado neste blog de presente de uma editora.
Por fim, gostaria de estimular-te a ter um blog também. De compartilhar o seu caminho de paz e felicidade com outras pessoas. Não leia o meu blog – escreva o seu!
Mas mais importante de tudo: não só na internet, mas no seu cotidiano, na sua vida, compartilhe a sua paz e felicidade.
Possam todos os seres ter a paz e a felicidade duradouras!
09:33 Escrito em A ética do paraserzen | Permalink | Comentários (9) | Enviar por e-mail | Tags: paraserzen, para ser zen