21.10.2007

Cadê as estrelas?

Na minha infância não ligava muito para estórias em quadrinhos. Minha leitura preferida eram as histórias da mitologia grega.

Mas dentre as personagens dos quadrinhos, havia o dinossaurinho Horácio, ingênuo e poético, melancólico e sábio, desenhado por Maurício de Souza -- talvez a minha personagem preferida, e aquela que melhor caminhou comigo, na minha história.

Compartilho uma sequência bem antiga, que reencontrei recentemente:

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O texto acima, que fica pouco legível neste tamanho e resolução, é o seguinte:

Lindas! E tem gente que até se esquece de olhar pra elas!
Se esquecem de que elas existem!
São os que perderam a poesia, o sonho, a noção do belo!
Esses, por mais que espiem o céu, não notarão as estrelas!

(!?)
As estrelas! Cadê as estrelas?
Eu também não estou vendo as estrelas!...
Ah! Era só uma nuvem passageira...
...cobrindo só um pouquinho a poesia, o sonho... o belo!



Como há sempre nuvens no meu céu, não só aprendo que por trás delas permanecem brilhando as estrelas -- mas aprendo a enxergar o belo e a poesia nas próprias nuvens, em cada trecho, todos os aspectos, a cada cambiante paisagem, em todo o céu.

Obrigado.

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Acompanho diariamente suas postagens e sempre me sinto encantada com tanta inspiração!!!
Agradeço pelas belas e preciosas inspirações diárias que você generosamente compartilha aqui!
Que a paz e o bem estejam sempre presentes em você!
Um abraço fraterno,
Patrícia

Escrito por: Patrícia | 24.10.2007

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