30.05.2009
Retratos submarinos

O vento encrespa as águas e o sol
mergulhando em verdes feixes quebradiços
desenha lindos mosaicos luminosos
nos telhados desta cidade, imaginem!
aquática e sobrenatural.
Na superfície está sonhando
o jovem pescador de baleias.
Seu barco errante afunda
numa longa coluna sombreada
de fronde ampla sobre a praça
onde sereias e marinheiros espectrais
trocam borbulhantes palavras de cristal.
Não poderiam ser mais suaves
os sensíveis dias submarinos.
Crianças espalham-se com a corrente
por entre os brancos arcos plantados
pousados sobre colunas estriadas
cobertas de musgo e algas.
E na tranqüilidade dos vales abissais
velhas jardineiras fazem rodopiar
seus claros canteiros de madrepérola
-- as frágeis, raras bolhas de ar
onde brotam lilases e nenúfares
como reflexos longamente aguardados
dos sorrisos e suspiros cultivados.
E quando no Atlântico desponta
a lua cheia
entre alamedas de corais se encontram
e se tocam as sombras dos namorados.
Peixinhos longos e prateados
nadam à distância em cardumes sinuosos
parecendo assim sem rumo mas seu traçado
nada menos que o céu
de estrelas redesenhado.
mergulhando em verdes feixes quebradiços
desenha lindos mosaicos luminosos
nos telhados desta cidade, imaginem!
aquática e sobrenatural.
Na superfície está sonhando
o jovem pescador de baleias.
Seu barco errante afunda
numa longa coluna sombreada
de fronde ampla sobre a praça
onde sereias e marinheiros espectrais
trocam borbulhantes palavras de cristal.
Não poderiam ser mais suaves
os sensíveis dias submarinos.
Crianças espalham-se com a corrente
por entre os brancos arcos plantados
pousados sobre colunas estriadas
cobertas de musgo e algas.
E na tranqüilidade dos vales abissais
velhas jardineiras fazem rodopiar
seus claros canteiros de madrepérola
-- as frágeis, raras bolhas de ar
onde brotam lilases e nenúfares
como reflexos longamente aguardados
dos sorrisos e suspiros cultivados.
E quando no Atlântico desponta
a lua cheia
entre alamedas de corais se encontram
e se tocam as sombras dos namorados.
Peixinhos longos e prateados
nadam à distância em cardumes sinuosos
parecendo assim sem rumo mas seu traçado
nada menos que o céu
de estrelas redesenhado.
Notas do blog: os traços da pintura Sumi-e de agora me lembram os traços da escrita de outrora, criando as mesmas imagens... Mesmas imagens? Visite o blog do querido Lécio Ferreira:
http://umafloreoutrascoisassimples.blogspot.com/2009/05/s...
10:36 Escrito em Águas/Water | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail | Tags: sincronicidade
Comentários
Uauuu!! Sem palavras.
Que bonito! Que bonito!!
Mergulho na poesia que é paisagem e na paisagem que é poesia. Que fim de tarde magnífico! Gratidão.
Escrito por: Geralda | 31.05.2009
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