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<title>para  ser  zen - filmes_movies</title>
<description>compartilhando um caminho de paz  / sharing a path of peace                                                         (dedicado a Maria Silvia Ferraz de Camargo)</description>
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<title>O grande silêncio</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2009/04/15/o-grande-silencio.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 10:31:00 +0000</pubDate>
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&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/media/01/00/678095920.jpg&quot; id=&quot;media-344036&quot; title=&quot;&quot; alt=&quot;z_1079b.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ouvir o silêncio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então dedique algumas horas deste seu feriado, torne-as preciosas e assista a &lt;em&gt;O Grande Silêncio&lt;/em&gt;, documentário praticamente sem diálogos, sobre o cotidiano dos monges do mosteiro da Grande Cartuxa em Grenoble, nos Alpes Franceses. Para filmar no mosteiro, o documentarista Philip Gröning aceitou as condições impostas pelos monges cartuxos -- ausência de comentário, narração, depoimentos (o que dizer dos gestos, dos olhares, dos closes, e sim, há um depoimento no final) e trilha sonora (para quê, se eles atravessam o filme cantando lindamente?) --, após quase 20 anos de espera pela autorização. O resultado são imagens de &quot;deslumbrante simplicidade&quot;, poéticas e fortes. Devoção, contemplação, trabalho, disciplina. É um filme maravilhoso, um milagre de beleza a cada plano, e está disponível para ser assistido on-line (já que não se encontra em dvd no Brasil) através do link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.webislam.com/?idv=491&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.webislam.com/?idv=491&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desejar saber mais sobre o filme, acesse o belo site oficial em &lt;a href=&quot;http://www.diegrossestille.de/english/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.diegrossestille.de/english/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se desejar saber mais sobre a Ordem dos Cartuxos, monges contemplativos, filhos e filhas de São Bruno, o Solitário, por favor acesse:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.chartreux.org/pt/frame.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.chartreux.org/pt/frame.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura de Portugal traz diversos artigos interessantes relacionados ao filme e à Ordem Cartuxa, como o &lt;em&gt;Viagem à casa dos &quot;últimos homens que sabem escutar&quot;&lt;/em&gt;, e uma entrevista com o diretor Philip Gröning, &lt;a href=&quot;http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/snpcultura/vol_cartuxa_evora_philip_groning.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;acesse aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfrute! Obrigado.
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<title>Somos todos Um</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/04/22/somos-todos-um.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 10:00:00 +0000</pubDate>
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&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/media/01/01/1ec8a65ed8449970288674a522223219.jpg&quot; id=&quot;media-178018&quot; title=&quot;&quot; alt=&quot;1ec8a65ed8449970288674a522223219.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi diversas chances e convites de assitir a &lt;em&gt;Somos todos Um&lt;/em&gt;, mas afinal consegui. E, para minha surpresa, não foram as palavras de nenhum dos intelectos e espíritos estrelados e best-sellers do filme as que mais me emocionaram -- apesar de entre eles encontrar-se o meu mestre, &lt;strong&gt;Thich Nhat Hanh&lt;/strong&gt;. É do rapaz da foto acima, &lt;em&gt;Chris Willis&lt;/em&gt;, o depoimento que me fez chorar, por ser o mais corajoso e honesto, em sua vulnerabilidade -- quando a maior parte das resposta dadas no filme parece estar na ponta da língua (alguns entrevistados sequer respiram antes de falar)... Dizer &quot;eu não sei&quot;, depois de tentar refletir um tanto, é mais do que honesto. E é sábio, lindamente humilde dizer: eu não sou merecedor de desejar para toda a humanidade...  Mas também me vi emocionado, e entre lágrimas sorrindo, com a doçura plena -- palavras, mensagem, voz, sorriso, olhar, presença -- da &lt;strong&gt;Irmã Chan Khong&lt;/strong&gt;, a parceira espiritual do meu mestre, que aparece na foto abaixo. É dela o rosto mais absolutamente belo do filme, deste e de muitos outros, pois é a beleza do Amor e da santidade, beleza pura sem maquiagem. Repare... os olhos dela irradiam luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/media/00/00/86b81e5ded29dbcaa41e6369c6b59895.jpg&quot; id=&quot;media-178016&quot; title=&quot;&quot; alt=&quot;86b81e5ded29dbcaa41e6369c6b59895.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao conteúdo geral do filme, é algo assim como &quot;a classe média parte em busca de Deus&quot; -- e consulta os especialistas disponíveis nas redondezas. Uma colagem de depoimentos colhidos em diversas localidades dos EUA juntos a diversas pessoas dos mais diversos caminhos espirituais e/ou religiosos, inclusive aquelas sem caminho determinado -- e sempre haverá algum a nos tocar e inspirar, embora dificilmente todos... E o filme, modestamente, logra ao buscar -- e exibir -- a unidade nesta enorme diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Somos todos Um (One: the movie)&lt;/em&gt;, dirigido por Ward M. Powers, EUA, 2005, com depoimentos de Thich Nhat Hanh, Deepak Chopra, Swami, Ram Dass e outros; disponível em dvd pela Dreamland Filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações há o site :&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.onetheproject.com/TheMovie.jsp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.onetheproject.com/TheMovie.jsp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.
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<title>As primeiras 50 vezes</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/04/11/as-primeiras-50-vezes.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 09:45:00 +0000</pubDate>
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&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/media/00/01/557cb2408863f6ec52ca9d3f7cc30060.jpg&quot; id=&quot;media-171170&quot; title=&quot;&quot; alt=&quot;557cb2408863f6ec52ca9d3f7cc30060.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já contei na postagem &lt;a href=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/03/10/dj-buddha.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;DJ Buda&lt;/a&gt; a sensação que venho tendo de viver cercado de incontáveis Budas que me ensinam lições preciosas, entre elas a de sorrir e rir mais, de encarar a vida com mais humor e alegria. Tive a sorte de ter por hóspede recentemente um Buda que não só era DJ, mas também VJ, e que promoveu um festival de cinema aqui em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os filmes que me apresentou está &lt;em&gt;Como se Fosse a Primeira Vez&lt;/em&gt;, com Adam Sandler e Drew Barrymore (acima). É o que se chama de comédia romântica -- e esta é mesmo adorável. Meu espírito crítico retiraria algumas gracinhas e muitas caretas do Sandler, deixando porém intocada a linda história de amor que é tema do filme -- que nos dá a chance tanto de rir como de chorar, muitas vezes de rir ainda enxugando as lágrimas ou de chorar sorrindo; o que é muito interessante de se observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sugiro aqui este filme pois trata de empenho e dedicação no amor -- em todo os dias, a cada manhã, despertar o amor de uma pessoa que dele se esquece a cada sono... A cada manhã, o &quot;herói&quot; do filme se empenha em fazer com que a &quot;heroína&quot; se apaixone por ele novamente, e atravesse o dia feliz a seu lado... Para isso ele a retira dos hábitos a que ela se encontra presa, e ao invés de tentar preservá-la do sofrimento, de enredá-la numa ilusão cor de rosa, ele corajosamente a confronta com a realidade e a verdade nem sempre agradável... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, parece-me, é a própria prática da meditação. Como nos diz Thich Nhat Hanh (em &lt;a href=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2007/10/28/brando-e-firme.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Brando e firme&lt;/a&gt;), &lt;em&gt;meditação não é evasão; é um sereno confronto com a realidade&lt;/em&gt;. Assim como o herói deste filme, temos de nos lembrar a cada manhã, e a cada momento, da prática, e do porquê da prática -- como nos pede Chagdud Tulku Rinpoche em &lt;a href=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2007/02/10/a-pr%C3%A1tica-ao-acordar.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;A prática, ao acordar&lt;/a&gt;. Trata então de fazer com que nosso &quot;herói interno&quot; -- nossa inteligência, nossa diligência e determinação -- a cada manhã desperte nossa &quot;heroína interna&quot; -- nossa prática de bondade amorosa, de compaixão, de generosidade. Se no filme são flores e canções a alimentar o amor, em nós mesmos é a atenção e a plena consciência com que olhamos as flores e escutamos as canções, e tudo o mais, tudo o mais que fazemos, a alimentar nossa prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De coração a coração, com risos e lágrimas, este filme é uma agradável e bonita inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor desfrute, reflita, pratique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Como se Fosse a Primeira Vez - 50 First Dates&lt;/em&gt;; elenco: Adam Sandler, Drew Barrymore, Sean Astin, Rob Schneider; direção: Peter Segal; 2004, 100 Minutos; disponível em dvd; Columbia Pictures)
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<title>Somente o necessário</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/04/09/somente-o-necessário.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 09:40:00 +0000</pubDate>
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&lt;em&gt;Eu uso o necessário&lt;br /&gt;Somente o necessário&lt;br /&gt;O extraordinário é demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo o necessário&lt;br /&gt;Somente o necessário&lt;br /&gt;Por isso é que essa vida eu vivo em paz...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o trecho inicial da canção &lt;em&gt;Somente o necessário&lt;/em&gt;, do desenho animado &lt;em&gt;Mogli&lt;/em&gt;, da Disney, baseado no &lt;em&gt;The Jungle Book&lt;/em&gt; de Rudyard Kipling.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clicando no vídeo abaixo você ouve esta canção, e assiste ao urso Balu, o menino Mogli e a pantera Baguera. Nos tempos atuais de consciência ecológica, algumas situações no filme podem parecer &quot;politicamente incorretas&quot; -- mas além disso, assista ao vídeo se desejar e pergunte-se: &lt;em&gt;Eu uso somente o necessário? Eu digo somente o necessário?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: &lt;em&gt;Eu uso a cabeça para abrir um côco, ou eu quebro a cabeça por um côco? Ou será que abro um côco e não abro a cabeça? Com uma banana eu me alimento ou me embanano? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é, afinal, somente o necessário?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/mM_Wc1dQRbM&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/mM_Wc1dQRbM&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o vídeo acima não funcionar, por favor assista-o em:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=mM_Wc1dQRbM&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=mM_Wc1dQRbM&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No original em Inglês a canção chama-se &lt;em&gt;Bare necessities&lt;/em&gt;, e pode ser ouvida em:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=9ogQ0uge06o&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=9ogQ0uge06o&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirta-se, reflita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E obrigado à amiga Denise por compartilhar!
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<title>Vale das Flores</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/03/29/vale-das-flores.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 10:01:30 +0000</pubDate>
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A &lt;em&gt;questão não é com quem se vive. A questão é com quem não se pode deixar de viver...&lt;/em&gt; [pois] &lt;em&gt;A paixão e a paz não podem conviver.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Nan Palin, o diretor do bonito &lt;em&gt;Samsara&lt;/em&gt;, este é um filme &lt;em&gt;sobre &lt;/em&gt;o samsara, sobre o ciclo de nascimento, morte e sofrimento a que ficam presos os seres humanos, segundo o budismo. Baseado numa lenda dos Himalaias, é um filme mais sobre o misticismo, lendas e crenças do budismo, do que sobre os ensinamentos. É aventura e romance, e muito competente nesse sentido, mais do que palestra sobre o Dharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vale das flores&lt;/em&gt; começa citando o iogue e santo tibetano Milarepa sobre demônios; passa-se nos Himalaias do século XIX, na rota da seda, especiarias e do sal, e segue até o Japão do século XXI -- e a elipse que faz a transposição entre estes dois tempos é uma das mais bonitas do cinema... Visualmente, o filme é deslumbrante. Os atores principais são lindos, os figurinos parecem ser do Armani, toda a direção de arte é cuidadíssima, e os cenários, as tomadas, os enquadramentos -- tudo é exageradamente impecável. Muito adequado para tratar do samsara, e como não há qualquer vestígio de interesse por uma prática espiritual nas personagens principais do filme, é deste estado que encontram-se presas. Os temas são a paixão, o desejo, a cobiça, o poder, o apego, a imortalidade e até a eutanásia... Há sensualidade e violência, e por isso normalmente eu não recomendaria aqui este filme -- mas não é assim também nas nossas vidas? À medida que o filme se desenrola vai tornando-se mais budista, usando de alguns símbolos, descontruindo outros -- mas não é este um filme que proponha redenção: simplesmente rendição. Interessante contrastar com outros dois filmes, &lt;a href=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2007/01/26/espiritualidade-religiosidade.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Crash&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/02/01/este-momento.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Poder Além da Vida&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prática, há Caminho para a liberação. Sem ela, é um beco sem saída -- e contra o muro bate-se e volta, bate-se e volta, parecendo haver muros por todos os lados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/media/02/01/0ee9820272d367e3d90f78ee27e5444b.jpg&quot; id=&quot;media-160742&quot; title=&quot;vale das flores, pan nalin, samsara&quot; alt=&quot;0ee9820272d367e3d90f78ee27e5444b.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vale das Flores&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Valley of Flowers&lt;/em&gt;, Alemanha/ Índia/ França/ Japão, 2007, Casablanca Filmes),  dirigido por Pan Nalin; com Milind Soman Mylène Jampanoi, Naseeruddin Shah, Eri; disponível em dvd&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi criada uma bela página de internet, com infomações e imagens que enriquecem o conteúdo do filme, em:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.valleyofflowers.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;www.valleyofflowers.com&lt;/a&gt;
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<title>Este momento</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/02/01/este-momento.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 09:40:00 +0000</pubDate>
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&lt;em&gt;Onde você está?&lt;br /&gt;Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que horas são?&lt;br /&gt;Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é você?&lt;br /&gt;Este momento.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/media/01/01/d563c64f9f4ae3741b30d0a744098159.jpg&quot; id=&quot;media-128681&quot; title=&quot;&quot; alt=&quot;d563c64f9f4ae3741b30d0a744098159.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme que não prima pela estética, pela intelectualidade, pela originalidade -- está mais para Sessão da Tarde. É quase constrangedor, não fosse este um filme com forte mensagem budista, baseado no livro &lt;em&gt;O Caminho do Guerreiro Pacífico&lt;/em&gt;, de Dan Millman. Trata-se de &lt;em&gt;Poder Além da Vida&lt;/em&gt; (título original &lt;em&gt;Peaceful Warrior&lt;/em&gt;) -- e o título em Português é bobo e errôneo, pois não há nada de além da vida nem de poder no filme. Trata-se de uma relação mestre-discípulo, e do aprendizado de uma prática espiritual, aqui e agora mesmo, nesta vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está neste Caminho, é interessante compartilhar os degraus da prática, os percalços, a superação -- e foi o que tentei fazer um pouco durante esta semana. Então, a coleção de frases de efeito citadas no enredo adquire sentido, e muito depois de assistido o filme algumas delas permanecem como lembrete, o que é sempre proveitoso e de grande ajuda.
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<guid isPermaLink="true">http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/01/25/palavras-em-silencio.html</guid>
<title>Palavras em silêncio</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2008/01/25/palavras-em-silencio.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 12:00:00 +0000</pubDate>
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Um filme delicado, tocado em uma nota baixa, sobre pessoas solitárias tentando comunicar-se e alcançarem umas às outras; a história e as interpretações são fortes, emocionantes, porém discretas, sem excesso: trata-se de &lt;em&gt;A vida secreta das palavras&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Isabel Coixet&lt;/strong&gt;, que realizou também o lindo &lt;em&gt;Minha vida sem mim&lt;/em&gt;, ambos já disponíveis em dvd. Para abrir o coração e se deixar ser tocado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/X23QLjbshkw&amp;rel=1&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/X23QLjbshkw&amp;rel=1&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não puder assistir ao trecho acima, por favor acesse:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=X23QLjbshkw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=X23QLjbshkw&lt;/a&gt;
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<title>Beleza</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2007/07/29/beleza.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 11:15:00 +0000</pubDate>
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&lt;em&gt;Dolls&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Takeshi Kitano&lt;/strong&gt;, é dos meus filmes preferidos nos últimos anos, e talvez um dos preferidos em toda a minha vida -- não que isso tenha qualquer importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontrei-o assim, picotado em 11 partes e disponível gratuitamente no Youtube. Há a sequência com os amantes atados caminhando entre as cerejeiras em flor, outra com os cata-ventos... tantos momentos emotivos e visualmente deslumbrantes. Se você ainda não o assitiu, por favor, aviso que esta é a sequência de encerramento do filme, e não gostaria aqui de estragar o prazer de assistir este belíssimo filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;350&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/4UQJSsCMuB8&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/4UQJSsCMuB8&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;350&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dolls, dirigido por Takeshi Kitano, com Miho Kanno, Hidetoshi Nishijima, Tatsuya Mihashi, Chieko Matsubara, Kyoko Fukada, Japão, 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não conseguir assistir o clip acima, por favor acesse:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=4UQJSsCMuB8&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=4UQJSsCMuB8&lt;/a&gt;
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<title>58 segundos</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2007/03/23/58-segundos.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Fri, 23 Mar 2007 16:05:00 +0000</pubDate>
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&lt;em&gt;Desde garoto eu sonhava – e ainda sonho – em criar uma música que abrisse o coração das pessoas... O que me impediu foi que achava difícil amar as pessoas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem um sonho? E qual a maneira de realizá-lo? Ganhando o mundo ou isolando-se numa aldeia? Onde é que se encontra o seu sonho? E se a realização desse sonho durar menos de 1 minuto? E se a realização de 1 minuto desse sonho mudar a vida de muitas pessoas – qual será a extensão da realização do seu sonho? Qual será a extensão da sua vida, considerando as vidas das outras pessoas com quem você entra em contato, e nesse contato as modifica e se modifica? O que são 58 segundos – se todas as pessoas estiverem de mãos dadas, todas sorrindo, corações e mentes unidos numa só Voz... O que seriam estes 58 segundos? Qual, de quem seria esta Voz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/images/medium_as-it-is-in-heaven-sa-som-i-himmelen-1.jpg&quot; alt=&quot;medium_as-it-is-in-heaven-sa-som-i-himmelen-1.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Så som i himmelen&lt;/em&gt;, Suécia, 2004, dirigido por Kay Pollak, lançado internacionalmente com o título  &lt;em&gt;As it is in Heaven&lt;/em&gt;, e no Brasil com título &lt;em&gt;A vida no Paraíso&lt;/em&gt;, disponível em dvd
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<title>Espiritualidade, religiosidade</title>
<link>http://paraserzen.blogspirit.com/archive/2007/01/26/espiritualidade-religiosidade.html</link>
<author>noreply@blogspirit.com (paraserzen)</author>
<category>Filmes/Movies</category>
<pubDate>Sat, 03 Feb 2007 09:45:00 +0000</pubDate>
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Pode um filme quase sem nenhum aspecto religioso ser muito espiritualizado? &lt;strong&gt;Crash – no limite&lt;/strong&gt;  é assim, e me lembra uma frase de Joseph Campbell, em que ele diz que a religião pode muitas vezes afastar-nos da experiência espiritual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas menções sobre religião no filme... As pequeninas imagens de São Cristóvão... Uma tatuagem de cruz, e algumas outras cruzes entrevistas ou sugeridas... Uma personagem dita budista... A menção de um anjo... Alguns presépios. E é Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a meu ver, este é um dos filmes não só mais espiritualizados, mas dos mais budistas que pode haver. Na maneira como nenhuma personagem sustenta um único lado até o final do filme, enviando sinais contraditórios... Na maneira como todas elas se apresentam como Budas umas no caminho das outras, e na maneira como esses caminhos estão intricadamente relacionados... Na maneira como o medo, o apego e principalmente a raiva são mostradas como causa do sofrimento... Na maneira como apresenta a lei do carma em ação, com todas as suas infinitas escolhas a cada passo, e suas correspondentes conseqüências nem sempre previsíveis... Ações maléficas que quando conduzidas como uma chance de redenção resultam em algum bem, como o ladrão que resolve libertar o “precioso conteúdo” de um furgão que rouba após ter atropelado o seu dono... Ações benéficas que resultam no que poderíamos chamar de malefício, quando uma carona resulta em morte... Mas nada se sustenta, nada pode ser classificado, dividido, separado, “maniqueisado”: duas armas disparam no filme -- uma mata, a outra não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o policial “ruim” que enfim salva uma vida, enquanto que o policial “bom” tira outra... Um ganha a capacidade de ajudar o próximo que havia perdido, e redimir-se com uma das pessoas a quem molestou; o bom policial perde sua máscara no espelho e se confronta com a própria sombra... Enquanto trabalham em dupla, o policial “ruim” faz o papel da sombra do “bom”, e tenta mostrá-la ao outro, insistentemente, até o último momento de separação dos dois... O que se apresenta como sombra e o que não quer encará-la, ambos se aferram a seus papéis até que, enfim separados, dirigindo carros diferentes, o policial “ruim” se livra de seu papel de sombra e em pleno dia encontra a redenção ao salvar a mesma pessoa que antes fora sua vítima... E então arde a primeira fogueira do filme. O “bom” policial, depois de inúmeras chances de auto-conhecimento e reconhecimento ao longo do dia, aferrado ao seu papel mesmo sem o uniforme oficial, vai encontrar afinal dentro da noite escura e deserta sua própria sombra, e tem de encará-la da maneira mais dramática... E arde para ele a outra fogueira do filme. O que é que arde nessas fogueiras?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/images/medium_CRASHpenalara.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://paraserzen.blogspirit.com/images/medium_CRASHpenalara.jpg&quot; alt=&quot;medium_CRASHpenalara.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; margin: 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O tempo todo as personagens perdem o que lhes é mais caro. Não é só o policial “bom” que perde a ilusão de sua verdade pessoal... Há o comerciante que perde sua loja, e em seguida perde também seu ódio ao tentar matar (e só não mata por uma escolha anterior de sua filha) e encontra a paz através de um &lt;em&gt;firishte&lt;/em&gt; (um anjo), que é a menininha que passa do medo para o destemor num “passe de mágica”; menininha esta que é o maior tesouro do pai, um chaveiro, que por um momento a perde para sempre, fortemente agarrado a ela... Há o pai do policial “ruim”, que perdeu tudo menos o sofrimento, a doença, e o próprio filho... O filme fala muito de apego, da lição de perdermos aquilo que nós é mais caro... Mas há sempre um &lt;em&gt;bodhisattva&lt;/em&gt;(*) lá, disposto a tornar a perda uma lição maravilhosa... Há o detetive de polícia que perde sua honestidade, e perde também seu orgulho e boa imagem, ao perder o próprio irmão, que por sua vez exercia para ele o papel de sombra: o errado e imperfeito irmão delinqüente do defensor da justiça... Por fim no luto familiar ele perde também a mãe, e com silêncio resignado perde seu papel de bom filho caridoso, para restituir à mulher a boa imagem de seu irmão ladrão, que fica com o mérito de um gesto filial carinhoso... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre um &lt;em&gt;bodhisattva&lt;/em&gt; presente, permeando as situações, e em sua infinita compaixão dando às pessoas a chance de se redimir... O ladrão raivoso, que liberta os imigrantes depois de ser liberado de seu próprio preconceito racial e sua duvidosa “ética de crimes” pela vítima de um de seus assaltos... O ladrão compreensivo, o próprio &lt;em&gt;bodhisattva&lt;/em&gt;, que através da oferenda de sua morte com olhos abertos, encarando seu agressor e segurando um santo entre os dedos, joga luz sobre o policial bonzinho e o toca profundamente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantas personagens... Não vou comentar todas elas... Mas há duas que me chamam mais a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chinês vítima de atropelamento é uma personagem incrível e complexa... É fácil sentir “pena” quando do seu atropelamento, e ficar indignado ou revoltado com o ladrão que displicentemente o atropelou, pois parece ser uma tremenda injustiça com um cidadão inocente e desavisado -- mas como transformar isso em compaixão quando o chinês atropelado se revela um traficante de pessoas... Pessoas estas que ao final são libertadas por causa do atropelamento que antes se condenava, quando afinal o ladrão escolhe a liberdade dos imigrantes ao invés do dinheiro que receberia por suas cabeças... E o traficante atropelado, por estar imobilizado no hospital, deixa de ter no seu carma todas essas pessoas que por sua condução seriam escravizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dona de casa ricaça, papel de poucas cenas, é no entanto para mim o maior símbolo do filme, quando ela relativiza toda a sua vida glamourosa depois de uma queda, e percebe que a empregada doméstica que a irrita, a qual considera uma intrusa em sua própria casa, é na verdade o seu anjo da guarda... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o filme termina sobrevoando uma cruz, num entroncamento de Los Angeles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... Merecidos os Oscar de melhor filme e melhor roteiro para &lt;strong&gt;Crash - no limite&lt;/strong&gt;. A meu ver é premiar a própria vida, uma visão espiritualizada dela, e a potência que tem a espiritualidade de conduzir a vida para o seu melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;em&gt;por favor consulte o Glossário de Termos Budistas neste blog&lt;/em&gt;
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