27.03.2009
Hora do Planeta 2009

Uma boa iniciativa da qual todos podemos participar amanhã, Sábado dia 28 de março:
A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.
Conhecido mundialmente como Earth Hour, a Hora do Planeta será promovida no País pela primeira vez pelo WWF-Brasil e conta com a adesão e apoio do Rio de Janeiro, a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa.
Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30 (hora local de cada cidade/país), e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.
Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais. Se desejar ver mais, assista o vídeo abaixo.
Participe, e inspire mais pessoas a participar!
Obrigado.
Para saber mais, por favor acesse:
http://www.earthhour.org/action/br:pt-BR
Neste planeta que todos faremos melhor, desejo Feliz Continuação à minha querida amiga e Irmã no Dharma, Denise Kato, agradecendo pela prática sólida e inspiradora, pela verdadeira amizade baseada na irmandade, com votos de Paz, Amor, Alegria, Saúde, Amizade, Harmonia -- e que você possa manter o insight de olhar ao seu redor e dentro de você mesma, para todos os seres e em todas as circunstâncias, para tudo, encontrando, reconhecendo e desfrutando de todas as bençãos maravilhosas que a vida te proporciona a cada momento.
09:46 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: hora do planeta 2009, aquecimento global
16.01.2009
Anoitece

Folhas e troncos são um riscado negro contra o azul pálido.
No bosque, anoiteceu antes do céu.
Foto Tony Howell, para ver maıs por favor acesse
www.tonyhowell.co.uk
19:40 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
31.10.2008
Ir para a luz

É da profundidade de suas raízes e na escuridão que a árvore obtém sua segurança quando se trata de ir para o alto e de apresentar seus frutos na luz...
Jean-Yves Leloup em sua autobigrafia O absurdo e a graça, Verus Editora, Campinas, 2003 (edição original francesa de 1991)
(*) Nota do blog: A bonita foto acima é da autoria de Rick Gunn; que muito me inspirou e encorajou com seu relato de viagem chamado Wish Tour, quando este fotógrafo percorreu mais de 15 mil milhas de bicicleta ao redor do mundo. Coincidentemente, entre os países visitados por ele estão os quatro que nessa viagem eu próprio visito... Sua página, onde há mais fotos, pode ser visitada através do link:
http://www.rickgunnphotography.com
10:05 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: escuridão, luz, árvore, Jean-Yves Leloup autobigrafia, O absurdo e a graça, Rick Gunn
25.10.2008
A partida

Amiga dália nos deixa
Cascata branca
Pétalas finas.
16:45 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
23.09.2008
A sua natureza

Vindo desde as suas origens em distantes montanhas, após passar por inúmeros acidentes de terreno nas regiões campestres, um rio finalmente alcançou as areias do deserto. E do mesmo modo como vencera as outras barreiras, o rio tentou atravessar esta de agora, mas se deu conta de que suas águas mal tocavam a areia nela desapareciam.
Estava convicto, no entanto, de que fazia parte de seu destino cruzar aquele deserto, embora não visse como fazê-lo. Então uma voz misteriosa, saída do próprio deserto arenoso, sussurrou:
- O vento cruza o deserto, o mesmo pode fazer o rio.
O rio objetou estar se arremessando contra as areias, sendo assim absorvido, enquanto o vento podia voar, conseguindo dessa maneira atravessar o deserto.
- Arrojando-se com violência como vem fazendo não conseguirá cruzá-lo. Assim desaparecerá ou se transformará num pântano. Deve permitir que o vento o conduza a seu destino.
- Mas como isso pode acontecer?
- Consentindo em ser absorvido pelo vento.
Tal sugestão não era aceitável para o rio. Afinal de contas, ele nunca fora absorvido até então. Não desejava perder a sua individualidade. Uma vez a tendo perdido, como se poderá saber se a recuperaria mais tarde?
- O vento desempenha essa função - disseram as areias. - eleva a água, a conduz sobre o deserto e depois a deixa cair. Caindo em forma de chuva, a água novamente se converte num rio.
- Como posso saber que isto é verdade?
- Pois assim é, e se não acredita, não se tornará outra coisa senão um pântano, e ainda isto levaria muitos e muitos anos; e um pântano não é certamente a mesma coisa que um rio.
- Mas não posso continuar sendo o mesmo rio que sou agora?
- Você não pode, em caso algum, permanecer assim - retrucou a voz. - Sua parte essencial é transportada e forma um rio novamente. Você é chamado assim ainda hoje por não saber qual a sua parte essencial.
Ao ouvir tais palavras, certos ecos começaram a ressoar nos pensamentos mais profundos do rio. Recordou vagamente um estágio em que ele, ou uma parte dele, não sabia qual, fora transportada nos braços do vento. Também se lembrou, ou lhe pareceu assim, de que era isso o que devia fazer, conquanto não fosse a coisa mais natural.
E o rio elevou então seus vapores nos acolhedores braços do vento, que suave e facilmente o conduziu para o alto, e para bem longe, deixando-o cair suavemente tão logo tinham alcançado o topo de uma montanha, milhas e milhas mais distante. E porque tivera suas dúvidas, o rio pode recordar e gravar com mais firmeza em sua mente os detalhes daquela sua experiência. E ponderou: - Sim, agora conheço a minha verdadeira identidade.
O rio estava fazendo seu aprendizado, mas as areias sussurraram:
- Nós temos o conhecimento porque vemos essa operação ocorrer dia após dia, e porque nós, as areias, nos estendemos por todo o caminho que vai desde as margens do rio até a montanha.
E é por isso que se diz que o caminho pelo qual o Rio da Vida tem de seguir em sua travessia está escrito nas Areias.
A Lenda das Areias, do livro "O Buscador da Verdade" de Idries Shah, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1976; no blog http://www.sertaodoperi.com.br/
Foto: Vale do Rio Zanskar, região de Ladakh, Norte da Índia
12:05 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (5) | Enviar por e-mail | Tags: Histórias da Tradição Sufi, rio, deserto, água
23.08.2008
O tempo

Grama prateada
folhas vermelhas
outono
dentro de vinte dias?
13:41 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail
09.08.2008
Aqui

Floresta
Milhares de corpos de árvores e o meu.
Folhas acenam.
Ouvidos escutam o chamado do regato,
Olhos penetram o céu da mente,
Um meio sorriso desabrocha em cada folha.
Existe uma floresta aqui
Porque eu estou aqui.
Mas a mente seguiu a floresta
E vestiu-se de verde.
Thich Nhat Hanh, O Sol meu coração, da atenção à contemplação intuitiva, Editora Paulus, São Paulo, 1995
Foto ©Plum Village sites
http://www.plumvillage.org/
14:15 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail | Tags: intersen, floresta, Natureza, Thich Nhat Hanh, O Sol meu coração, da atenção à contemplação intuitiva
01.08.2008
Comer o pão

Tem a história de um homem montando um cavalo que galopava em grande velocidade. Um outro homem, que se encontrava à beira da estrada, berrou para ele:
-- Onde é que você esta indo?
-- Não sei! Pergunte ao cavalo! – gritou em resposta o cavaleiro.
Eu acho que a nossa situação é essa. Estamos conduzindo muitos cavalos que não conseguimos controlar. A proliferação de armamentos, por exemplo, é um cavalo. Temos tentado muito, mas não temos sido capazes de controlar esses cavalos. Nossa vida é muito atribulada.
No budismo, o mais importante de todos os preceitos é viver em plena consciência, é saber o que está se passando. Saber o que se passa não só aqui, mas também acolá. Por exemplo: quando você come um pedaço de pão pode escolher conscientizar-se de que nossos fazendeiros abusam um bocado com venenos químicos na plantação do trigo. Comendo o pão somos de uma certa forma co-responsáveis pela destruição da ecologia. Quando comemos um pedaço de carne ou bebemos álcool, podemos nos conscientizar de que no Terceiro Mundo 40 mil crianças morrem de fome a cada dia, e também para termos um pedaço de carne ou uma garrafa de álcool muitos grãos têm que ser usados. Comer uma tigela de arroz pode ser mais conciliativo com o sofrimento do mundo do que comer um pedaço de carne. Uma alta autoridade em economia que vive na França disse-me que se a população dos paises ocidentais reduzisse em apenas 50% seu consumo de carne e de álcool, já seria o suficiente para mudar a situação do mundo. Apenas 50% a menos.
Thich Nhat Hanh, Caminhos para a Paz Interior, prefácio e tradução de Odete Lara, Editora Vozes, Petrópolis, 3ª edição, 1989
Foto: campos cultivados nos arredores de Plum Village, onde os poentes são maravilhosos, ainda mais se você estiver exercitando sua plena atenção e presença...©Plum Village sites
http://www.plumvillage.org/
13:55 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: destino, plena consciência, trigo, alimento, álcool, fome, Thich Nhat Hanh
27.07.2008
O jornal de domingo

Todos os dias fazemos coisas que têm a ver com a paz. Se estamos conscientes de nossa forma de viver, nossa forma de consumir, de olhar as coisas, sabemos como fazer paz; exatamente no momento em que estamos vivos, no momento presente. Quando pegamos um jornal de domingo, por exemplo, podemos tomar consciência de que é uma edição bastante pesada. Talvez seja necessário o uso de uma floresta inteira para imprimir tanto papel. Ao pegarmos o jornal deveríamos nos tornar conscientes disso. Se estamos conscientes, podemos fazer algo para mudar o curso das coisas.
Thich Nhat Hanh, Caminhos para a Paz Interior, prefácio e tradução de Odete Lara, Editora Vozes, Petrópolis, 3ª edição, 1989
Foto: Thây Phap Ung, monástico em Plum Village ©Plum Village sites
http://www.plumvillage.org/
(*) Nota do blog: durante estes meses que estarei em Plum Village, o centro de meditação do mestre zen Thich Nhat Hanh na França, estarei preferencialmente compartilhando textos deste mestre, e fotos de sua comunidade, tanto neste blog como no zentobe (em Inglês), cujo link encontra-se sempre disponível na coluna à esquerda da sua tela. Gostaria que você se sentisse em casa. Obrigado.
12:55 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail | Tags: floresta, papel, jornal, ecologia, Thich Nhat Hanh, Caminhos para a Paz Interior
04.06.2008
Floresta?

Damos valor a tudo o que temos?
Damos valor a esta cadeira onde nos sentamos? Damos valor às árvores onde estamos agora mesmo sentados? Damos valor à vida e morte das árvores que usamos para nos sentar? Quanto valor damos ao Sol que está dentro destas árvores sobre as quais nos sentamos? O sol que jamais deixou de brilhar por um só instante, para que toda a vida que hoje desfrutamos fosse possível -- esta singular cadeira, inclusive. Damos valor ao trabalho de produzir esta cadeira? Damos valor a quem plantou estas árvores que se transformaram na nossa cadeira, e às pessoas que em benefício do nosso conforto a cortaram? Quanto valor damos aos pais e mães destas pessoas que por nós trabalharam, que por nós trabalham -- sem as quais não existiria esta maravilhosa cadeira? Damos algum valor ao alimentos, e à pessoas que plantaram e colheram os alimentos que deram sustento a todas essas pessoas, que tornaram possível esta cadeira?... Damos quanto valor a todo o alimento e a todos os ancestrais que foram alimentados, e que viveram e sobreviveram, sem os quais estas pessoas que fizeram esta cadeira não existiriam? Que valor damos ao Sol e à chuva e à terra contidas nestes alimentos, nestas pessoas, nestas árvores -- enfim, nesta cadeira? Vemos os amigos, os professores e médicos que cuidaram das pessoas que fizeram esta cadeira, que tornaram possível a vida destas pessoas com a capacidade de dar-nos uma cadeira...
Sem todas as coisas, você não estaria agora sentado numa cadeira de madeira.
Ou talvez ela seja de plástico? Não importa... Olhe bem ao seu redor. Veja a riqueza e abundância de materiais ao seu dispor. Metais, papel, plástico, pedra, tecido, couro, concreto, vidro, cerâmica -- para falarmos apenas de materiais, o que mais há no seu mundo, no seu ambiente, na sua vida? Contemple-os todos, e como eles se transformaram para chegar até você e fazer parte da sua vida. Contemple todo o trabalho, todo o estudo, todo o empenho, todo o esforço.
Viva não na gratuidade de todas as coisas, mas na gratidão a tudo o que existe!
Obrigado.
12:05 Escrito em Natureza/Nature | Permalink | Comentários (7) | Enviar por e-mail | Tags: contemplar em profundidade, interser, gratidão